O Nissan Kicks se tornou muito conhecido por ter sido o carro oficial das Olimpíadas. É um produto global, que começou a ser vendido primeiramente em nosso mercado e a partir de então caiu no gosto do público e desponta em todos os rankings como um dos SUV’s mais vendidos no mercado nacional. Confira nossa avaliação completa:

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Design

O desenho do Nissan Kicks é atraente. Com aspecto jovial e esportivo, o crossover da marca nipônica chama atenção por onde passa, atraindo olhares muitos olhares por conta de sua pintura em duas tonalidades, bem como para os faróis com lentes que saltam da curvatura da carroceria, com LEDs discretos.

A traseira tem lanternas em formato de flecha, que também se projetam para fora, chamando ainda mais atenção. Os retrovisores em preto brilhante apresentam repetidores de direção e tentam ocultar as câmeras do sistema de monitoramento de 360 graus, muito úteis durante as manobras. Há mais duas, uma no logotipo Nissan e outra na tampa traseira. As colunas C elevadas marcam positivamente o estilo do Kicks.

Os para-choques têm aspecto moderno, tendo o dianteiro pequenos faróis de neblina e corte provocado pela grade cromada “V-Motion”, característica da Nissan. Na traseira, o difusor de ar dá um toque mais agressivo. Há também sensores de estacionamento. No teto, antena simples. Já as rodas de liga leve aro 17 com pneus 205/55 R17 têm belo aspecto.

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Desempenho

O motor trabalha silenciosamente em todas as rotações. Parece não fazer muita força para impulsionar o veículo. Apesar de a potência não ser elevada, uma vez que a carroceria é mais leve que a de seus principais concorrentes, os 114 cv do motor 1.6 flex permitem boa relação peso/potência com desempenho satisfatório, porém sem qualquer pretensão esportiva.

O acerto da transmissão automática CVT da versão testada proporciona bom desempenho no trânsito urbano e na estrada. Apenas nas retomadas o veículo é lento e demora a recuperar a velocidade. Como não há possibilidade de mudanças manuais (nem pela alavanca do câmbio CVT e muito menos por borboletas no volante)  para maior esperteza pode ser acionado o modo “sport” em um botão praticamente invisível na parte de trás do pomo da alavanca.

Mas se for necessária uma redução rápida em situação de risco, pode ser acionada a posição “L” (de “Low”) que o giro do motor sobe imediatamente e as reações ficam nervosas. Uma questão que merece atenção: ao aliviar o pé após ter pisado fundo o veículo costuma acelerar ainda mais por alguns instantes, o que assusta.

Enfim, não há sobras ou faltas, resultando em uma proposta racional. A confortável posição de dirigir, junto à direção elétrica leve, mas na medida, se somam ao silêncio do motor. Apesar das respostas lerdas, o casamento com a transmissão CVT é sem solavancos e levam a uma direção tranquila.

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Conforto

O Kicks impressiona muito em conforto. As suspensões (independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira) garantem ao carro um rodar extremamente macio e não comprometem a estabilidade. Com amortecedores e coxins desenvolvidos para o modelo, passa com suavidade sobre buracos e não raspa em valetas por causa dos bons 20 cm de altura livre do solo.

Ele é muito gostoso de dirigir graças a qualidades como a direção elétrica bem calibrada e com ótimo raio de giro (o que favorece o motorista em manobras), o volante de base reta e excelente empunhadura, que não “despenca” no colo ao ajustar em profundidade e altura como no Sentra, a caprichada ergonomia e os bancos de couro aconchegantes, desenvolvidos em parceria com a Nasa.

Embora tenha 2,61 metros de entre-eixos como o HR-V, o Nissan é menos espaçoso; leva bem só quatro adultos. Se um passageiro de mais de 1,74 metro de altura estiver atrás de um motorista de mesma estatura, suas pernas ficarão grudadas no banco da frente.

Mas o Kicks tem um ótimo porta-malas de 432 litros, porta-objetos práticos, especialmente os das portas, e muitos itens de série (em que pese a falta de piloto automático, freio de mão elétrico, retrovisor fotocromático e ar-condicionado de duas zonas).

Mesmo com excesso de plástico rígido nas portas e a falta de uma mísera luz no porta-luvas, o nível de acabamento interno do novo Nissan satisfaz. Há costuras aparentes no painel e peças acolchoadas na porção que envolve a central multimídia (simples, embora tenha um design moderno e seja sensível ao toque) e junto aos apoios de braço das portas.

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Vale a compra?

Sim. O Kicks convence a compra por trazer um design moderno e estiloso, um pacote de itens de série bastante recheado — com destaque para os muitos recursos de segurança — e especialmente por ser um SUV muito confortável de dirigir. Quanto à performance, um motor maior daria mais agilidade e prazer ao dirigir, não necessariamente depondo contra o consumo, já que se trata de um carro leve. Mas como a maior parte do tempo para a maioria é o dia a dia urbano, então o Kicks está de acordo.

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