Ele é chef de cozinha, motociclista, skatista, hardcore. Tatuado da cabeça aos pés, anda de coturno, fala palavrão, resmunga. É também pai coruja de três filhos, advoga por boas causas e é apaixonado por sua cachorra, Granola. Henrique Fogaça vai aos extremos em poucos segundos, do oito ao oitenta – talvez por isso sua banda de rock se chame Oitão – mais rápido do que as motos estilosas que pilota pelas ruas de São Paulo. Mas engana-se quem pensa que o chef é só marra. Por trás da voz grossa e dos comentários ácidos, o chef Henrique Fogaça é sorrisos, bom humor e (muita) dedicação em todas as frentes de sua vida. Confira nossa entrevista exclusiva com o chef:

Como teve início seu envolvimento com a gastronomia?

Sempre gostei muito de comer, quando trabalhava no banco resolvi me alimentar melhor, ao invés de comer comida congelada. Foi aí que comecei a me arriscar na cozinha e a testar novas receitas

Como você define a sua culinária? Quais chefs te inspiram? 

Apesar não gostar muito de rotular, classifico minha culinária como contemporânea com toques brasileiros. (Sobre os chefs:) Anthony Bordain e o chef belga Ken Tan

Você lançou nos últimos meses um novo modelo do Sal no Rio de Janeiro. Como a marca foi adaptada? Existem planos para expansão internacional?

Lancei no Rio de Janeiro o Sal Grosso, uma steakhouse, com uma comida trivial porém bem feita. Foi muito bem aceito e está rodando muito bem. Sobre internacionalização, tenho muita vontade de expandir para Europa, em Portugal.

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Quais são os desafios de empreender e levar uma marca já estabelecida como a sua para todo Brasil? 

São desafios diários, um leão por dia. A liderança de uma equipe, as pessoas comprometidas, a parte de ficha-técnica, às compras, e a busca por matéria-prima de qualidade. Um conjunto de fatores que levam ao sucesso.

O Cão Véio se provou uma franquia de sucesso, com XX unidades pelo Brasil. Como mantém a mesma qualidade de sua matriz em São Paulo?

Estamos com 6 unidades de Cão Véio. Tudo muito padronizado, com treinamento, reuniões e muito diálogo com a equipe e os chefs de cada casa, a fim de manter o mesmo padrão.

Após anos de turbulências políticas e econômicas, o Brasil parece estar entrando em um período de estabilidade. É o momento para expandir?

A política no Brasil sempre foi muito falha, com muita roubalheira, com muitos governantes  que não ajudam os empreendedores a crescer. Agora esperamos que a economia melhore para poder expandir para fora.

Ser jurado no Masterchef te abriu muitas portas e te elevou ao cobiçado status de celebrity-chef. Você planeja continuar no programa? Quais os planos futuros na TV?

Sim, o Masterchef abriu muitas portas. É um programa que inspira as pessoas e trabalha com parte cultural da gastronomia do Brasil. Pretendo continuar no Masterchef! Sobre meu futuro na TV, talvez um programa solo na Amazônia ou no Pantanal, cozinhando nos biomas. Ainda estamos desenhando esse projeto.

O chef francês Alain Ducasse afirmou que utiliza o Instagram como uma ferramenta para comandar seu império. Você concorda com Ducasse? Como avalia o poder das redes sociais nos negócios atualmente?

Hoje em dia o mundo todo está conectado, principalmente no Instagram. A rede social é uma alavanca muito forte para poder mostrar nosso trabalho, fazer com as pessoas possam conhecer os pratos, o ambiente, tudo o que envolve o restaurante. Então acredito que seja uma ferramenta muito boa para se manter na mídia, e para que mais pessoas possam me conhecer.

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