Imagine pegar um trem entre São Paulo e Campinas, mas ao invés de medir o tempo do trajeto em horas, pensar em minutos – seis, para ser exato. A proposta é audaciosa, quase futurista, mas está próxima de tornar-se realidade: a Hyperloop, idealizadora do projeto desenvolvido por Elon Musk, pretende fazer o primeiro teste de seu trem ‘voador’ de 1223 quilômetros por hora neste ano com passageiro, e estrear a primeira linha até 2022.

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A tecnologia foi criada em 2013 e já está sendo desenvolvida em vários países. Na França, a empresa já trabalha em uma pista de experimentação e certificação do sistema. Segundo Sá, já existem 12 acordos sendo construídos em todo o mundo para a utilização comercial da tecnologia. O sistema mais adiantado de implantação está localizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. No total, são 147 km, dos quais os primeiros cinco quilômetros estarão em operação entre o final de 2020 e o início de 2021, de acordo com a empresa. Para alcançar a incrível velocidade (praticamente a mesma do som), o trem não usa trilhos: ele ‘levita’, sendo movido por um sistema de impulsão a partir de imãs.

As cápsulas do hyperloop têm capacidade para transportar até 30 pessoas e possuem, no lugar das janelas, telas de realidade aumentada que se movimentam a partir da interação com os usuários.

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Foco na sustentabilidade

O sistema usa recursos estritamente recursos renováveis – o ‘tubo’ pelo qual ele se locomove conta com painéis solares no topo, o que gera a energia necessária para mover os imãs que, enfim, aceleram o trem. Outro fato interessante é que o sistema do Hyperloop gera mais energia do que utiliza. Os painéis solares e ainda a frenagem do trem conseguirão gerar 115% da energia utilizada no transporte. A energia de sobra será utilizada nas estações e entornos, tornando o meio de transporte totalmente independente de fontes externas.

Eterno e barato

O Hyperloop, segundo seu diretor de desenvolvimento de negócios, é o único trem do mundo com previsão de ser sustentável por mais de 100 anos na atualidade. Isso faz dele um transporte que pode durar mais do que qualquer trem ou metrô da atualidade.

Impressionantemente, a construção por quilômetro do Hyperloop custa de US$ 15 a US$ 20 milhões, menos do que os US$ 20 a US$ 40 milhões investidos, em média, por cada quilômetro de metrô.

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Hyperloop no Brasil

No Brasil, o projeto está em fase de negociações para niciar uma série de estudos de viabilidade para diferentes rotas no Brasil, tanto para cargas como para passageiros, sendo que uma das novidades é que a Hyperloop TT também deve abrir um centro de pesquisa em Minas Gerais focado em logística, segundo Ricardo Penzin, diretor do projeto. Ele fará uma palestra na Arena New Mobility FENATRAN, espaço único e completo que debate o futuro da mobilidade com conteúdo, experiência, inovação e exposição.  Aguardamos novidades!

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